Desde sempre as crianças são utilizadas como ferramenta persuasiva na propaganda mundial. Isso quando não são alvo das mais variadas mensagens, por vezes, ilusórias, de bonecas, carrinhos, chocolates, iogurtes e biscoitos. Quando alvo, insistem ao pais que comprem isso ou aquilo. Mas como ferramentas persuasivas, as crianças são utilizadas em comerciais para adultos. Ou seja, o pai, a mãe ou mesmo os que nem ainda pensaram em ter filhos olham a mensagem e, comovidos, soltam o famoso “ohhhh que gracinha!”. Esse suspiro ou elogio já basta para que muitos desses consumidores recorram ao produto ou serviço com a certeza de que, de alguma maneira, a inocência esteja alí. E quando se trata de um carro, aí sim a coisa parece mudar, apenas parece, porque na verdade a sensação é a mesma. A criança desperta a atenção e tem sim credibilidade. Afinal, a imagem de um produto atrelada a ingênua e pura imagem da criança, pode, eu disse pode, ter um sentido lúdico e puro. Ao mesmo tempo, uma forte associação com o bom e correto.
Abuso. Isso sim. Usar criança para propagar carro, remédio e outros produtos que nada têm a ver com ela, me parece um grande abuso. Talvez até covardia ou falta de criatividade.
No anúncio da Johnson e Johnson, que desde sempre utilizou a imagem das crianças para atrair adultos, lembrando que nesse caso o produto é infantil, portanto de uso da criança, percebe-se a mistura da ingenuidade aos fatos, benefícios do produto.